21 de Março - Dia Mundial da Floresta

Com a proximidade do Dia Mundial da Floresta (21 de Março) é frequente fazer-se um alerta das problemáticas que assolam as florestas por todo o mundo. São várias as acções dinamizadas com intuito de consciencializar as populações.

As florestas, das quais os humanos e outros animais dependem fortemente, captam o dióxido de carbono, fornecem oxigénio e purificam o ar. A sua capacidade de retenção de água evita desastres como deslizamentos de terras, cheias e secas. As florestas tropicais, as mais importantes florestas que ainda sobrevivem, contêm cerca de dois terços de todas as espécies de animais e plantas. As plantas tropicais são a base para vários medicamentos úteis. Com a actual taxa de desflorestação, calcula-se que 15% do total das espécies poderão desaparecer nos próximos vinte anos.

 

Desflorestação – Dados Mundiais

A taxa de desflorestação anual ronda os 17 milhões de hectares, resultado da intervenção desmedida do Homem no meio ambiente com diversos objectivos, entre os quais, “a procura de madeira para alimentar industrias ou para os povos nativos fazerem carvão. Pode ser também, para expandir a agricultura e a pecuária; devido aos fogos florestais e queimadas e, devido à expansão urbana” referiu João Branco, Presidente do Núcleo Regional de Vila Real e Viseu, da Quercus.
 
Mais de 60% das florestas temperadas da Europa foram destruídas devido à intensa ocupação do solo nas mais variadas formas. A bacia dos Himalaias, englobando o Norte da Índia, o Nepal e o Bangladesh, perdeu até 1980, 40% das suas florestas. Os Estados Unidos da Amarica destruíram a maioria das suas florestas no século XIX e ainda abatem inúmeras árvores. Na última década, foram transportados pelos EUA, o equivalente a 242.811,39 hectares ocupados de madeira. Estima-se que até 2040, os EUA irão perder cerca de onze milhões de hectares de área de floresta devido ao desenvolvimento urbano.
 
A Costa Rica perdeu um terço das suas florestas e perde sessenta mil hectares de floresta anualmente.
 
A Etiópia tinha sessenta por cento de florestas em mil novecentos e quarenta, actualmente tem apenas dois e meio por cento. Um milhão de agricultores Indonésios ainda usam técnicas de desbravamento e queima.
 
Milhares de hectares têm sido destruídos em consequência da guerra nas Honduras, Nicarágua, El Salvador e Guatemala.
 
Na Suíça, mais de um terço das florestas morreram devido à poluição. Na Alemanha, são mais de metade das árvores que estão mortas.

Os fogos provocados para criar e renovar pastagens, e os fogos acidentais consomem anualmente um milhão de hectares da floresta siberiana.

Na América Latina, o fracasso das leis governamentais foi a causa directa da desflorestação durante os anos oitenta. Na bacia da Amazónia, foram, durante vários anos, destruídos, anualmente, quatro milhões de hectares de floresta para uso agrícola, mesmo com o conhecimento, de que, 94% do solo era impróprio para a agricultura.

Em Portugal


A desflorestação no nosso país iniciou-se no Neolítico com o início da prática da agricultura e da domesticação de animais.
 
Neste momento, a principal causa de desflorestação no nosso país são os fogos florestais que assolam, anualmente, as nossas florestas, levando à destruição de milhares de hectares. Estes fogos surgem devido a diversos factores como descuido na realização de queimadas; através da mão criminosa do Homem e devido às condições climatéricas: temperaturas elevadas e trovoadas.
Anualmente, são gastos milhões de euros na prevenção de fogos florestais, desde a limpeza de matas, às campanhas de sensibilização e também na vigilância e combate. No entanto, não tem surtido o efeito desejado, pois, as nossas florestas continuam a arder.
 
As florestas garantem abrigo e alimento a inúmeras espécies animais e vegetais, garantem a biodiversidade das espécies. A destruição destas mesmas florestas segundo João Branco leva “a uma ameaça da biodiversidade porque leva à destruição dos habitats de um modo geral. Essa destruição de habitats é provocada, principalmente, pela construção de novos parques eólicos, estradas e barragens nas zonas florestadas, que são o último refúgio dos animais selvagens”.
A exploração mineira e de pedreiras também destrói grandes áreas florestais, no entanto, na opinião de João Branco “Embora em alguns locais, as pedreiras possam ter impacto visual, não são um problema ambiental muito preocupante”.
 
Por outro lado, nunca poderemos olhar para as pedreiras como um problema, mas sim, como uma das principais indústrias geradoras de riqueza e de postos de trabalho.


Reflorestação


A reflorestação de que o continente europeu tem sido alvo desde os anos setenta levou a um pequeno aumento das áreas florestais, embora, tenham sido utilizadas poucas espécies de árvores autóctones.

A cobertura vegetal de Portugal não é muito variada e as espécies que dela constam não têm muito valor económico. A floresta portuguesa não é muito densa e é constituída essencialmente, por pinheiro-bravo, carvalho-negral, sobreiro, azinheiro e eucalipto. Existem, também, grandes zonas ocupadas por castanheiro, para a produção de castanha, apesar de esta espécie ter sofrido um forte declínio devido à doença da tinta e ao cancro do castanheiro.

Para além da desflorestação existem inúmeros problemas ambientais, sendo a poluição nas suas variadas vertentes o mais preocupante.
 
No concelho de Vila Pouca de Aguiar pode considerar-se que os principais problemas ambientais foram controlados através da selagem da lixeira municipal com a abertura do aterro sanitário (2001) e a selagem das escombreiras de Jales. Os habitantes de Jales sofreram durante vários anos com o “pó branco” que pairava pelo ar e afectava também, todos os cursos de água. Este problema teve resolução quando José Sócrates era Ministro do Ambiente.
 
Neste momento, apontamos como principais problemas ambientais a poluição dos rios Avelâmes e Corgo, a desflorestação da Serra do Cabreiro, parte das Serras da Padrela e do Alvão e, por último as descargas de lixos e entulhos que continua a acontecer ao longo das serras e bermas das estradas e caminhos rurais.

Há necessidade de criar uma mentalidade ecologista nos habitantes dos diversos locais.

Devemos, todos, pensar em deixar um mundo melhor para os nossos filhos.

Liliana Correia

 

 
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